
Alguém fará a conta do apoio dos mais de 180 prefeitos e de uma poderosa coligação de 12 partidos. Outros culparão falhas do marketing dos concorrentes. Mais alguns arranjarão a desculpa da força da máquina estadual. Tudo isso soma, óbvio, na equação final. Mas o desfecho da eleição de 2026 na Paraíba começa muito antes da totalização dos votos no Tribunal Regional Eleitoral.
A larga vitória do governador Lucas Ribeiro (PP), já no primeiro turno, com consagradora votação, e da folgada eleição do ex-governador João Azevêdo (PSB) para senador, com o voto de reconhecimento, é a consumação de um sentimento popular, gestado e nutrido pela percepção das ações concretas e entregas efetivas, atestadas na ponta pelo cidadão-eleitor.
Das grandes obras, como Polo Turístico do Cabo Branco abrindo o caminho da ‘Ponte do Futuro’, às políticas de forte apelo social, como o ‘Tá na Mesa’, as cirurgias do Opera Paraíba, a interiorização da saúde, os deslocamentos aéreos para salvar corações paraibanos, hospitais exclusivos para as mulheres, viadutos na capital e as travessias urbanas pelo interior nas cidades que nunca tinham visto a cor e nem sentido o mormaço do asfalto.
O governo chegou até as pessoas e as pessoas aprovaram o governo. Pronto. O paraibano não o julgou como perfeito e, mesmo nas suas imperfeições, comparou com a média histórica e – independente dos rompimentos ou adesões dos políticos – elegeu esse modelo para continuar, ampliar e melhorar. O modelo de João. Tanto que ele e Lucas – o seu sucessor – venceram mesmo em grandes cidades onde não tinham prefeitos para chamar de seus.
E viu em Lucas juventude, energia, disposição e confiança para uma continuidade com renovação. No cargo, ele encarnou o símbolo de um governo em movimento. Na eleição, provou ter se preparado para o desafiou que assumiu e soube ser um candidato disciplinado, cujo mérito da desenvoltura pessoal foi de, além de acertar muito, não cometer erros e transmitir verdade nos debates e no corpo a corpo. Tudo capitalizado pela competente comunicação de gestão e assertivo marketing de campanha.
O que o TRE oficializou na noite do último dia 4 foi uma equação de fácil compreensão: os resultados de governo espelharam o resultado das urnas. Quem tinha teve, quem não tinha não teve. E com a justa aplicação da regra da proporcionalidade. Uma matemática simples que o paraibano há tempos vem ensinando e muitos líderes políticos continuam sem aprendê-la.



