Um homem armado com uma espingarda, uma pistola e facas foi detido na noite de sábado (25) após tentar invadir o jantar dos correspondentes da Casa Branca, em Washington. O presidente Donald Trump e integrantes do alto escalão do governo foram retirados do local pelo Serviço Secreto. Ninguém ficou ferido.
O suspeito foi identificado como Cole Allen, 31, morador da Califórnia. Segundo a polícia de Washington D.C., ele deve ser formalmente acusado pela Justiça dos EUA nesta segunda-feira (27). O FBI (polícia federal americana) investiga o caso.
O incidente ocorreu em um hotel da capital americana enquanto o jantar era servido. Relatos de jornalistas presentes, como Raquel Krähenbühl, da TV Globo, apontam falhas no esquema de segurança. Segundo a repórter, não houve revista aos convidados e os disparos foram ouvidos antes do bloqueio que dava acesso ao salão principal.
No momento dos tiros, convidados se esconderam sob as mesas e agentes do Serviço Secreto entraram no recinto com armamento pesado. Correspondentes da rede britânica BBC descreveram o cenário como “surreal”, com pessoas utilizando cadeiras para improvisar barricadas.
Imagens de câmeras de segurança divulgadas pelo presidente mostram o suspeito correndo em direção ao salão antes de ser derrubado por agentes. Allen foi preso ainda na área externa do evento.
Neste domingo (26), Trump classificou o episódio como um “momento traumático”, elogiou a atuação dos agentes e chamou o agressor de “lobo solitário e doente”. As autoridades ainda apuram a motivação do ataque.



