O que é e para que serve o eletrocardiograma – por Dr. Valério Vasconcelos

Exame simples e de baixo custo, o eletrocardiograma é rápido e indolor.

Entre 1º de janeiro e 3 de dezembro deste ano, mais de 372,3 mil pessoas morreram vítimas de algum problema no coração no Brasil, conforme dados do Cardiômetro, o indicador do número de mortes por doenças cardiovasculares no País, criado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Muitas dessas mortes poderiam ser evitadas ou postergadas com cuidados preventivos e medidas terapêuticas. Dentre as formas de prevenção, está a realização do eletrocardiograma (ECG).

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O eletrocardiograma é um exame que avalia a atividade elétrica do coração através de eletrodos fixados na pele. A partir disso, é possível detectar o ritmo do coração e o número de batimentos por minuto.

Exame simples e de baixo custo, o eletrocardiograma é rápido e indolor. Mesmo com os avanços da medicina, ainda hoje é considerado um dos exames mais solicitados na cardiologia (tanto em ambulatórios, quanto em unidades de urgência e emergência) para o diagnóstico de diversas doenças.

ECG pode indicar vários problemas no coração

O resultado do eletrocardiograma é registrado em gráficos que comparam a atividade do paciente com o padrão, indicando se a atividade cardíaca está dentro da normalidade ou se há alterações nos músculos e nervos do coração. A partir da realização do ECG, é possível diagnosticar a existência de vários problemas cardíacos, como arritmias, aumento do coração, entupimento nas artérias do coração, problemas nas válvulas do coração, problemas na membrana que envolve o coração e doença de chagas.

O eletrocardiograma também pode ser indicado para verificar a saúde do coração quando o paciente apresenta outras condições, como pressão alta, colesterol alto, tabagismo, diabetes e histórico familiar de doença cardíaca precoce. Esse exame também é comumente solicitado na avaliação pré-operatória e antes de liberar para atividade física. O eletrocardiograma é um exame rápido, simples e indolor e não há contra indicações, podendo ser realizado em qualquer pessoa.

Há medicamentos, no entanto, que podem alterar o resultado do ecocardiograma, por isso o médico que assiste o paciente deve ser informado. Nesse contexto, estão alguns remédios para pressão, para arritmias, antidepressivos, antibiótico e antifúngicos, entre outros. Como eles podem alterar o resultado do exame, é necessário informar seu uso ao médico.

Saiba mais sobre o eletrocardiograma

  • Como o eletrocardiograma é feito?

Para a realização do ECG, o paciente fica deitado numa maca em repouso por cinco minutos antes do procedimento, para que o resultado não sofra influência de fatores externos, tais como atividades físicas ou uso de cigarros. Em seguida, são colocados eletrodos na parede torácica anterior (região frontal do peito), nos punhos e tornozelos, e aplica-se um gel sobre esses dispositivos para facilitar a medição da corrente elétrica. A pele deve estar bem limpa e desengordurada nos locais de fixação dos eletrodos. Se o corpo do paciente tiver muitos pelos, a depilação deve ser feita. Caso a pele seja especialmente oleosa, deve ser promovida uma limpeza local com álcool.

  • Com qual periodicidade o eletrocardiograma deve ser feito?

O eletrocardiograma deve ser executado periodicamente, dependendo da faixa etária e do sexo biológico. Mulheres a partir dos 50 anos e homens a partir dos 40 anos devem fazer o ECG padrão anualmente. A partir dele pode ser recomendado o teste de esforço (caso necessário), como para indivíduos que pretendem começar a se exercitar na academia. O eletrocardiograma também pode ser requisitado em exames admissionais e demissionais para trabalhadores.


Valério Vasconcelos é doutor em cardiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, pesquisador e escritor. Médico pesquisador no Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da USP (InCor/FMUSP).
Dr. Valério Vasconcelos
Dr. Valério Vasconcelos
Doutor em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Médico pesquisador no Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da USP (InCor/FMUSP).

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