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O extremismo que mata

A política do Brasil, literalmente, tem se transformado em caso de polícia. Desde o fim de semana a população assiste estarrecida, os desdobramentos de um confronto envolvendo um eleitor petista e um bolsonarista, em Foz do Iguaçu, no Paraná. No episódio, uma pessoa morreu e outra continua internada em estado grave, após um tiroteio banal.

Além das diversas intolerâncias que já vivemos no âmbito da desigualdade social, conhecemos agora mais uma: a intolerância política. O país atravessa uma crise econômica, moral, inflacionária e a pior de todas – a do ódio. Infelizmente, uma tragédia anunciada, que serve para alertar de como vamos chegar no primeiro turno das eleições gerais deste ano. A incitação tem sido o gatilho.

O fanatismo ideológico cega. Quando o ser humano perde a capacidade do diálogo, do debate de ideias, as atitudes nos penalizam mais do que as ações políticas, tomadas de forma errada é bem verdade. Enquanto isso, o projeto de nação, às propostas, às metas, ficam esquecidos para dar lugar ao extremismo que mata e empobrece.

A partir deste fato, se não quisermos mudar agora, seja em pensamento e em comportamento, nós, todos nós, já perdemos as eleições. Por uma escolha simples, ou ficamos com a soberania do voto pela livre escolha, ou com a bala que fere de vida à democracia que tanto buscamos.

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