O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 2.295, segundo o balanço divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo governo. Além das vítimas fatais, mais de 11 mil pessoas ficaram feridas e 12.841 foram diretamente afetadas pelos tremores.
Especialistas alertam que o total de mortes pode ser ainda maior, já que equipes de resgate continuam retirando corpos dos escombros e os necrotérios enfrentam dificuldades para atender à elevada demanda. O número de sobreviventes encontrados também caiu drasticamente nos últimos dias, reduzindo as esperanças de localizar pessoas com vida.
A tragédia provocou o colapso do sistema de saúde venezuelano. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ao menos 38 hospitais sofreram danos estruturais, sendo que três deixaram de funcionar. A sobrecarga nas unidades de saúde, a falta de profissionais e a escassez de recursos dificultam o atendimento às vítimas.
Organizações humanitárias também alertam para o risco de surtos de doenças como sarampo, dengue, febre-amarela e malária entre os milhares de desabrigados, que vivem em carros, parques e abrigos improvisados, sem acesso adequado à água potável, saneamento e higiene.
Enquanto a ajuda internacional é ampliada com a atuação da Cruz Vermelha, do Programa Alimentar Mundial e de outras entidades, milhares de famílias seguem em busca de parentes desaparecidos. Como o governo não divulgou um número oficial de desaparecidos, plataformas independentes já registram mais de 43 mil pessoas sem paradeiro conhecido.
Estimativas da NASA apontam que cerca de 59 mil edifícios foram danificados ou destruídos pelos terremotos. Já o UNICEF informou que aproximadamente 680 mil crianças necessitam de assistência humanitária, reforçando a dimensão da crise enfrentada pela população venezuelana.



