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BR-101

MPF cobra do Dnit cronograma de obras em pontes sobre os rios Paraíba e Mamanguape

Órgão deu prazo de 10 dias para apresentação dos planos e vai realizar perícia para apurar possíveis falhas na manutenção das estruturas.
Ponte sobre o Rio Paraíba em Santa Rita — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
Ponte sobre o Rio Paraíba em Santa Rita — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

O Ministério Público Federal (MPF) requisitou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) a apresentação, em até dez dias úteis, dos cronogramas detalhados para a reconstrução da ponte sobre o Rio Paraíba, em Santa Rita, e para as obras de reforço estrutural na ponte sobre o Rio Mamanguape, ambas localizadas na BR-101.

Além dos cronogramas, o MPF solicitou os prazos para elaboração e execução do projeto da nova ponte sobre o Rio Paraíba, informações sobre o reforço estrutural das pontes do Rio Mamanguape, a comprovação do monitoramento topográfico e das inspeções subaquáticas periódicas, a identificação das empresas responsáveis pela manutenção do trecho e esclarecimentos sobre eventuais procedimentos administrativos para apurar responsabilidades pelo colapso da estrutura em Santa Rita.

O órgão também anunciou a realização de uma perícia técnica de engenharia para verificar se houve falhas na manutenção preventiva e corretiva por parte do Dnit e das empresas contratadas. A análise buscará identificar se o colapso da ponte poderia ter sido detectado previamente e incluirá um relatório fotográfico atualizado das duas estruturas, registrando o estado das pontes, os desvios implantados e as patologias apontadas em laudos técnicos.

Em informações já encaminhadas ao MPF, o Dnit informou que a ponte sobre o Rio Paraíba, no km 77,65 da BR-101, sofreu colapso parcial em 7 de março de 2026 e foi considerada tecnicamente irrecuperável, sendo prevista sua demolição por implosão. O órgão atribuiu o problema à corrosão que comprometeu mais de 70% das estacas metálicas, agravada por fatores hidrológicos.

Já a ponte sobre o Rio Mamanguape, no km 41,72, permanece parcialmente interditada desde 31 de março deste ano devido à corrosão dos encamisamentos metálicos e à deterioração do concreto. O tráfego no local segue em pista simples, utilizando apenas a ponte do lado esquerdo, que permanece em operação sob monitoramento.

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