A prefeita de Rio Tinto, Magna Gerbasi (PP), comentou, na noite desta sexta-feira (28), o rompimento político do vereador Felipe Pessoa (PP), vice-presidente da Câmara Municipal, que surpreendeu ao anunciar que não integra mais a bancada da situação. A declaração foi dada ao Blog Lenilson Balla durante a entrega da requalificação e modernização do Ginásio de Esportes “O Gerbasão”.
Magna afirmou ter recebido a notícia sem qualquer aviso prévio e classificou a decisão do parlamentar como unilateral. Segundo ela, apesar de sempre ter mantido relação de respeito, atenção e apoio, especialmente nos momentos mais delicados da trajetória do vereador, Felipe optou por seguir “outra orientação política” sem dialogar com a gestão.
“Vivemos num país democrático. As pessoas podem fazer escolhas e, parafraseando aqui o governador João Azevêdo, todo mundo é livre para tomar a sua direção. Agora, eu acredito que, se eu ajudei na reeleição, se dei o melhor de mim, se sempre tratei bem e procurei atender às demandas, a lealdade deveria ser recíproca”, afirmou.
A prefeita destacou que vê a política como construção coletiva, baseada em grupo, união e reconhecimento de lideranças. Para ela, permanecer na base requer confiança na administração e alinhamento com o projeto de governo.
“Se a gente não quer seguir a liderança maior, que sou eu e Marcus, então você não pode ser governo. Você só pode ser governo se acredita na gestão em que está. Quando você quer fazer uma produção independente, é o mesmo que dizer que não quer seguir a minha orientação política”, avaliou.
Magna ainda lembrou que sempre tratou todos os vereadores com respeito e reforçou o apoio que deu a Felipe e ao então vereador Peu quando ambos enfrentaram a perda do mandato. “Eu mantive tudo, porque sou assim: se você é leal a mim, eu também sou leal a você”, disse.
Sem demonstrar mágoas públicas, a prefeita afirmou apenas querer registrar que não deu causa ao afastamento do vereador e disse confiar que o tempo esclarecerá a situação:
“Nada melhor do que o tempo pra dizer quem está certo ou quem está errado. Mas reafirmo: motivo nenhum eu dei.”
Ao final, Magna reforçou que pretende manter o respeito institucional, apesar do rompimento. “Espero que saibamos nos respeitar, porque acredito que todos nós queremos o bem-estar de Rio Tinto. Às vezes, a pessoa quer ser liderança antes da hora. Aí num dá. Uma cadeira só não pode ser ocupada por duas pessoas ao mesmo tempo”, concluiu.



