Quatro meses após anunciar sua escolha, o presidente Lula (PT) comunicou a pessoas próximas sua intenção de enviar ao Senado, ainda nesta semana, a mensagem oficial indicando Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).
Embora a decisão de avançar com o envio dos documentos já esteja definida, Lula deseja, antes disso, realizar mais uma conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). De acordo com relatos, Alcolumbre teria sugerido que o processo fosse postergado até o término das eleições, considerando que seria um momento mais propício para realizar a sabatina.
No entanto, articuladores políticos do governo avaliam que o cenário é mais favorável à aprovação de Messias agora do que em novembro passado, quando ele foi escolhido para o cargo. Ministros do próprio Supremo estimularam a candidatura de Messias nos meses recentes, incluindo André Mendonça e Kassio Nunes Marques, indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Também entraram no coro de apoio o decano Gilmar Mendes e o ministro Cristiano Zanin, conforme informações.
Esse clima de otimismo dentro do governo contrasta com percepções de aliados próximos ao presidente do Senado. Conforme fontes que preferiram se manter no anonimato, há um sentimento de aumento na resistência à nomeação de Messias, impulsionado pelas investigações relacionadas ao esquema do Banco Master. A apuração dos casos revelou ligações de dirigentes do centrão com esse escândalo, o que tem contribuído para um ambiente de maior oposição ao indicado por Lula.



