O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que uma boa relação pessoal com o mandatário americano, Donald Trump, pode blindar o Brasil contra novas tarifas comerciais. A declaração foi dada em entrevista ao jornal The Washington Post divulgada neste domingo (17).
Apesar de buscar pragmatismo na diplomacia, o petista demarcou linhas claras de divergência geopolítica com a Casa Branca. Lula citou explicitamente sua oposição a uma eventual guerra com o Irã, à intervenção na Venezuela e às ações militares israelenses na Palestina, as quais classificou como “genocídio”.
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência não disponibilizou a transcrição original das falas em português. O texto do jornal americano foi publicado originalmente em inglês.
“Minhas divergências políticas com Trump não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado”, ponderou Lula ao diário americano. O presidente brasileiro enfatizou que a soberania e o respeito mútuo devem guiar o relacionamento entre as duas maiores economias do continente, independentemente das divisões ideológicas.
O temor do Palácio do Planalto reside na agenda protecionista de Trump. O republicano tem sinalizado com a imposição de sobretaxas generalizadas a produtos importados, o que poderia impactar diretamente as exportações brasileiras de aço, aeronaves e commodities agrícolas. Lula tenta usar o canal direto com o republicano para negociar exceções para o país.



