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NÃO HÁ DATA

Justiça argentina autoriza extradição do casal Braiscompany

Antônio Neto e Fabrícia Farias foram presos em fevereiro de 2024, na Argentina, e estão em prisão domiciliar.
Antônio Inácio da Silva Neto, conhecido como Antônio Neto Ais, e Fabricia Ais, fundadores da Braiscompany — Foto: Reprodução/Braiscompany
Antônio Inácio da Silva Neto, conhecido como Antônio Neto Ais, e Fabricia Ais, fundadores da Braiscompany — Foto: Reprodução/Braiscompany

A Justiça da Argentina autorizou a extradição de Antônio Inácio da Silva Neto, conhecido como Antônio Ais, e de sua esposa, Fabrícia Farias, sócios-proprietários da Braiscompany. A decisão, proferida em 26 de novembro pelo Tribunal Nacional Criminal e Correcional Federal argentino, foi confirmada pela Justiça Federal da Paraíba nesta quarta-feira (3). Apesar da autorização, o casal ainda pode recorrer no país vizinho, e não há data definida para o retorno ao Brasil.

O tribunal argentino também determinou que o período de detenção de Antônio Ais será contabilizado no processo brasileiro. O casal está preso na Argentina desde fevereiro de 2024, após um ano foragido, acusado de desviar cerca de R$ 1,11 bilhão e lesar mais de 20 mil investidores na Braiscompany — empresa de criptoativos que prometia rendimentos mensais de até 8%, índice considerado irreal pelo mercado.

Segundo a defesa no Brasil, o processo de extradição “não está finalizado”, e advogados atuando na Argentina vão recorrer “porque é um direito deles”. Ao comentar o caso, o delegado da Polícia Federal Guilherme Torres lembrou que não há prazo definido para a conclusão, citando que um processo semelhante levou cerca de três meses no país.

Prisão e acusações

Antônio Ais e Fabrícia foram presos em 29 de fevereiro, na cidade de Escobar, após quase um ano de fuga. Ambos já foram condenados por crimes contra o sistema financeiro no Brasil, com penas que, somadas, chegam a 150 anos de prisão.

A Braiscompany, criada pelo casal, atuava na gestão de ativos digitais e oferecia contratos em que investidores convertiam dinheiro em criptomoedas “alugadas” à empresa. O suposto lucro vinha do pagamento pela locação desses ativos. A promessa de retorno mensal elevado atraiu milhares de moradores de Campina Grande.

Prisão domiciliar

No dia seguinte à prisão, Fabrícia recebeu autorização da Justiça argentina para aguardar o processo em liberdade mediante fiança e medidas cautelares. A decisão levou em conta sua colaboração e o fato de ser mãe de duas crianças sem outros responsáveis no país.

Em 21 de maio, Antônio Ais também conseguiu transferir-se para prisão domiciliar. A Justiça argentina determinou que ele permaneça em casa, monitorado eletronicamente, e proibiu qualquer saída da residência. Autoridades reforçaram a segurança em portos e aeroportos para evitar tentativa de fuga. A medida também considerou a necessidade de auxílio aos filhos do casal.

O processo de extradição segue em andamento e depende agora da análise dos recursos que serão apresentados pela defesa na Argentina.

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