Com a aproximação das eleições de 2026, o juiz Judson Kildere, titular da Comarca de Rio Tinto e juiz eleitoral da 55ª Zona Eleitoral, concedeu entrevista ao repórter Júnior Lisboa e detalhou os preparativos da Justiça Eleitoral para o pleito nos municípios de Rio Tinto, Marcação e Baía da Traição.
Segundo o magistrado, os trabalhos preparatórios já estão praticamente concluídos, incluindo as vistorias dos locais de votação. Ele explicou que, neste ano, não haverá mudanças significativas em relação às regras adotadas nas eleições anteriores.
Durante a entrevista, Judson Kildere destacou que o eleitor poderá manifestar sua preferência política de forma individual e silenciosa, usando camiseta, bandeira ou outras formas permitidas de identificação. No entanto, não poderá distribuir material de campanha, gritar o nome de candidatos ou formar grupos próximos aos locais de votação, situações que podem caracterizar boca de urna.
O juiz também orientou os eleitores sobre a documentação. O e-Título poderá ser utilizado, enquanto quem levar apenas o título eleitoral deverá apresentar também um documento oficial com foto, como RG, carteira de trabalho ou passaporte.
Outra orientação diz respeito ao uso de celulares. De acordo com o magistrado, o aparelho deverá permanecer guardado junto à mesa receptora de votos, não sendo permitido ao eleitor entrar na cabine de votação com equipamentos que possam fotografar ou filmar a urna eletrônica.
Em caso de problemas com a urna, a recomendação é comunicar imediatamente o presidente da seção, que acionará o responsável pelo local de votação para verificar e solucionar a ocorrência.
Judson Kildere também alertou que o descumprimento das regras eleitorais poderá resultar em responsabilização criminal e detenção, conforme a natureza da infração. Ele reforçou a importância de que eleitores e candidatos mantenham uma conduta adequada durante o processo eleitoral.
Para evitar filas, o juiz recomendou que os eleitores, especialmente os idosos, procurem votar preferencialmente pela manhã e levem uma “colinha” com os números dos candidatos. Na entrevista, ele lembrou a ordem de votação: deputado federal, deputado estadual, senador duas vezes, governador e presidente da República.
Ao abordar a segurança e a transparência do processo eleitoral, Judson Kildere afirmou que os atos da Justiça Eleitoral são públicos e acompanhados por instituições e representantes partidários. Também explicou o funcionamento da chamada “zerésima”, documento emitido antes do início da votação para demonstrar que a urna não possui votos registrados.
O juiz encerrou reforçando a confiança no trabalho da Justiça Eleitoral e ressaltando que o processo é acompanhado pelo Ministério Público Eleitoral, fiscais de partidos, coligações, delegados e representantes.



