O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) emitiu um novo alerta a mais de 4 milhões de beneficiários que ainda não realizaram a prova de vida, etapa obrigatória para garantir a continuidade do pagamento de benefícios previdenciários.
O comunicado, que aparece nos extratos e aplicativos dos bancos responsáveis pelos pagamentos, dá um prazo de 30 dias para que o procedimento seja concluído. Caso contrário, o benefício pode ser bloqueado temporariamente.
A exigência da prova de vida tem como principal objetivo evitar fraudes e pagamentos indevidos, além de assegurar que o benefício chegue de fato a quem tem direito.
Desde a adoção do modelo automatizado, que teve início em 2023, o INSS passou a confirmar que os segurados estão vivos por meio de cruzamento de informações com outros órgãos públicos, como registros de vacinação, movimentação bancária e renovação de documentos. Mesmo assim, parte dos beneficiários ainda precisa realizar o processo manualmente. Nesses casos, a prova de vida pode ser feita de forma simples pelo aplicativo ou site do Meu INSS, mediante reconhecimento facial, pelo aplicativo do banco responsável pelo pagamento ou presencialmente na agência bancária com documento oficial de identificação. O procedimento é gratuito e, em geral, leva poucos minutos para ser concluído.
O INSS reforça que não realiza contato direto por telefone, mensagens de texto ou aplicativos de mensagem para solicitar a prova de vida, dados pessoais ou documentos, tampouco envia representantes para visitas domiciliares. Todas as informações oficiais estão disponíveis nos canais do governo, como o portal gov.br/inss, o aplicativo Meu INSS e a central telefônica 135, que funciona diariamente das 7h às 22h.
A recomendação é que os beneficiários verifiquem sua situação o quanto antes e compartilhem a informação com familiares, especialmente idosos e pessoas com pouca familiaridade com o ambiente digital, a fim de evitar bloqueios indevidos e cair em golpes. A prova de vida é mais do que uma formalidade: é uma forma de manter a segurança do sistema previdenciário e garantir que os recursos cheguem a quem realmente precisa.



