O governo federal decidiu revogar o aumento do imposto de importação para eletrônicos, anunciado em fevereiro, após forte reação no Congresso Nacional e nas redes sociais. A medida previa reajustes que poderiam elevar, por exemplo, a taxação de smartphones de 16% para 20%.
Nesta sexta-feira (27), o órgão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) responsável pela definição das tarifas optou por zerar as alíquotas de 105 itens e manter outras 15 no mesmo patamar atual, restabelecendo, na prática, os percentuais vigentes antes da proposta de aumento.
A equipe econômica estimava arrecadar até R$ 14 bilhões em 2026 com a elevação do imposto. Sem a medida, a avaliação interna é de que o governo enfrentará maior dificuldade para cumprir a meta fiscal estabelecida para este ano.
A decisão ocorre em meio a uma queda de braço entre diferentes setores. De acordo com o Ministério da Fazenda, o crescimento de 33,4% nas importações desde 2022 estaria pressionando a indústria nacional, justificando a necessidade de revisão das tarifas. Já importadores e representantes do comércio alertavam que o aumento poderia reduzir a competitividade e encarecer produtos ao consumidor final.



