O governo federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), propôs que o Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) seja transformado em um exame de proficiência obrigatório para o exercício da medicina no Brasil.
A proposta visa garantir a qualidade mínima da formação, especialmente após dados do exame revelarem que cerca de 30% dos cursos de medicina avaliados (107 instituições) tiveram desempenho insatisfatório.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) estuda impedir que estudantes que não atinjam a nota mínima no Enamed obtenham o registro profissional (CRM). Instituições com baixo rendimento (notas 1 ou 2) poderão sofrer sanções a partir de 2026, como a suspensão de novos vestibulares e o veto à ampliação de vagas.
A iniciativa é comparada ao Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e busca filtrar profissionais com formação insuficiente antes de sua entrada no mercado. Além da proficiência, a nota do Enamed já passou a ser aceita como critério de ingresso no Exame Nacional de Residência (Enare).



