Pacientes com câncer de pâncreas metastático que já não respondiam mais à quimioterapia podem ter uma nova esperança de tratamento. Um estudo de fase 3 apresentado durante uma sessão plenária da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), considerado o maior congresso de oncologia do mundo, revelou que o medicamento oral daraxonrasib foi capaz de dobrar a sobrevida dos pacientes com mutação RAS G12.
De acordo com os resultados, a sobrevida mediana passou de 6,6 meses para 13,2 meses entre os pacientes tratados com a nova terapia. O estudo também demonstrou uma redução de 60% no risco de morte e um tempo de controle da doença duas vezes maior em comparação aos tratamentos disponíveis. Além disso, mais de 30% dos participantes apresentaram diminuição do tamanho dos tumores.
O impacto dos dados emocionou médicos e pesquisadores presentes na sessão científica, que reagiram com aplausos de pé e até lágrimas, uma manifestação considerada rara em congressos da área. Especialistas avaliaram que os resultados representam a consolidação de um novo padrão de tratamento para pacientes com esse tipo de câncer avançado.
A farmacêutica responsável pelo desenvolvimento do daraxonrasib deverá solicitar a aprovação do medicamento junto à Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, nos próximos meses. No Brasil, ainda não há previsão para análise pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nem para eventual incorporação da terapia ao Sistema Único de Saúde (SUS) ou à cobertura dos planos de saúde.



