O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (22), a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas brasileiras afetadas pelas tarifas adicionais de 25% aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais exportados ao mercado americano. Os recursos também contemplam empresas prejudicadas pelos reflexos econômicos da guerra no Oriente Médio.
Do total anunciado, R$ 13,5 bilhões serão provenientes de recursos não utilizados no programa Brasil Soberano 1 e da renegociação de dívidas rurais. Outros R$ 5 bilhões serão disponibilizados por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A medida foi apresentada pelo governo como uma forma de preservar a atividade econômica, apoiar empresas exportadoras e minimizar os impactos provocados pelas mudanças no comércio internacional.
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Durante o anúncio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil continuará buscando uma solução diplomática para o impasse comercial com os Estados Unidos, mas ressaltou que o país buscará novos mercados caso parte das exportações deixe de ser destinada ao mercado norte-americano.
Segundo Lula, o Brasil não ficará “chorando” pelas exportações que deixarem de ocorrer e criticou a falta de reciprocidade do governo do presidente Donald Trump nas negociações.
“O Brasil vai permanecer na mesa de negociação. Se quiserem participar, participem. Se quiserem mandar e-mail, tuíte, que mandem. Nós vamos estar na mesa de negociação com as nossas propostas para tudo”, declarou o presidente.
O governo informou que seguirá acompanhando os efeitos das tarifas sobre a economia brasileira e manterá diálogo com os setores mais atingidos para definir novas medidas de apoio, caso sejam necessárias.



