O governo federal iniciou uma série de reuniões com representantes dos setores que podem ser impactados pela tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, anunciada na semana passada pelo governo norte-americano, passa a valer nesta quarta-feira (22).
Entre as alternativas em estudo para reduzir os impactos econômicos está a criação de linhas de crédito para empresas afetadas. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a concessão do benefício poderá estar condicionada à manutenção dos postos de trabalho.
Reciprocidade
A possibilidade de o Brasil adotar medidas de reciprocidade, conforme defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não recebeu apoio de representantes da indústria de máquinas e equipamentos.
Durante reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, integrantes do setor manifestaram posição contrária à aplicação de tarifas retaliatórias e defenderam a continuidade das negociações diplomáticas.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, afirmou que, apesar das novas barreiras comerciais, o segmento vem registrando crescimento nas exportações e alcançando níveis recordes de vendas ao mercado internacional.
“Não somos favoráveis à política de reciprocidade. Temos que continuar pela via diplomática e empresarial”, declarou.
Cautela
Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que uma eventual resposta do governo brasileiro não deve ocorrer no curto prazo. A expectativa é de que o Palácio do Planalto adote um discurso mais firme diante da medida dos Estados Unidos, mas mantenha as negociações abertas e aja com cautela antes de recorrer à aplicação de tarifas em caráter de reciprocidade.



