A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS decidiu, nesta quinta-feira (16), rejeitar a convocação de Frei Chico, irmão do presidente Lula, para prestar depoimento. A votação terminou com 19 votos contrários à convocação e 11 favoráveis. Frei Chico, cujo nome é José Ferreira da Silva, é vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindinapi), uma das organizações investigadas por suspeitas de desvios em aposentadorias e pensões do INSS. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, chegou a ordenar o bloqueio de R$ 390 milhões relacionados ao caso.
A senadora Eliziane Gama defendeu que Frei Chico não tem qualquer envolvimento no esquema e destacou que ele não exercia funções administrativas no sindicato. Em contrapartida, o senador Izalci Lucas argumentou que Frei Chico possuía uma atuação política e de relações institucionais, justificando sua posição de que ele deveria ser investigado.
“Ele que abria as portas, tanto do INSS, quanto dos ministérios. Foram apresentadas diversas fotos aqui com a presença do Frei Chico trabalhando politicamente para o Sindinapi. Como não chamar o vice-presidente? Será que ele não sabia de nada, se ele participou de várias reuniões?”, rebateu.
Além dessa deliberação, os parlamentares aprovaram um requerimento para que o COAF elabore um relatório sobre as movimentações financeiras do advogado Eli Kohen, apontado como responsável por denunciar o esquema de desvios no INSS. No entanto, o colegiado rejeitou propostas que solicitavam a convocação e a quebra de sigilo de Daniele Fonteles. Ela teria recebido R$ 5 milhões de “Careca do INSS”, apontado como um dos líderes da operação ilegal. De acordo com Daniele, o montante seria proveniente da venda de um imóvel.



