O candidato ao Governo da Paraíba Cícero Lucena (MDB) ingressou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) contra o governador e candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP), e o ex-governador João Azevêdo (PSB), que disputa uma vaga no Senado.
A ação questiona o aumento das contratações de servidores temporários no primeiro semestre de 2026 e aponta possível abuso de poder político e econômico e prática de condutas vedadas pela legislação eleitoral. Também são citados a candidata a vice-governadora, Lígia Feliciano, além de cinco secretários e ex-secretários estaduais.
Segundo dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) apresentados na petição, 6.547 pessoas que não tinham vínculo com a administração estadual ao final de 2025 foram contratadas em 2026 e ainda constavam na folha de julho. A Secretaria de Educação concentraria 5.103 dessas contratações, ou 77,9% do total.
A representação também aponta que a despesa mensal do Estado com pessoal teria aumentado de R$ 923,3 milhões, em junho de 2025, para R$ 1,13 bilhão, em julho de 2026, representando, segundo os cálculos da ação, crescimento real de 16,33% acima da inflação em 12 meses.
A coligação de Cícero pediu ao TRE-PB uma tutela de urgência para impedir novas contratações e, no mérito, solicita a inelegibilidade dos investigados por oito anos, além da cassação dos registros ou diplomas dos candidatos eventualmente beneficiados.
Em resposta, às campanhas de Lucas Ribeiro e João Azevêdo afirmaram que ainda não haviam sido notificadas oficialmente e defenderam a regularidade dos atos da gestão estadual, alegando que as medidas seguem critérios de interesse público, responsabilidade administrativa e cumprimento da legislação.
O processo será analisado pela Corregedoria Regional Eleitoral do TRE-PB.



