A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta quarta-feira (22) a ampliação do uso do medicamento Mounjaro para o tratamento de diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes a partir de 10 anos. Até então, a indicação do fármaco, que pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1, era restrita a pacientes adultos. Segundo o órgão, as demais finalidades terapêuticas da substância não sofreram alterações e permanecem exclusivas para o público maior de idade.
Conhecido popularmente como parte das “canetas emagrecedoras”, o Mounjaro entra agora no radar de novas estratégias de controle da autarquia. Na próxima semana, a diretoria colegiada do órgão deve discutir uma proposta de instrução normativa para regulamentar a manipulação desses medicamentos. A medida integra um plano de ação, anunciado no início do mês, que busca endurecer os requisitos técnicos e a fiscalização sobre a produção magistral desses itens.
Para dar suporte à regulação e garantir a segurança dos pacientes, a agência formalizou a criação de dois grupos de trabalho. O primeiro contará com representantes dos conselhos federais de Medicina (CFM), Farmácia (CFF) e Odontologia (CFO). O objetivo é coordenar o controle sanitário e monitorar o uso das canetas, que ganharam popularidade nos últimos anos tanto para o tratamento de doenças metabólicas quanto para fins estéticos.
O segundo grupo técnico terá a função de acompanhar a execução do plano de ação da Anvisa e propor melhorias nas normas vigentes. Esse comitê deve subsidiar as decisões da diretoria com dados sobre o impacto das medidas regulatórias e de fiscalização. A ofensiva da agência ocorre em meio ao aumento da demanda global pelos análogos de GLP-1 e às preocupações com a comercialização irregular e o uso indiscriminado dessas substâncias.



