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“Alexa, toca pra mim…”

A evolução das formas de ouvir rádio mostra que o meio se reinventa com o streaming e assistentes virtuais, sem perder sua essência.
imagem ilustrativa

Eu sou do tempo em que se ouvia rádio, apenas, pelo receptor tradicional. Ainda disponho de receptores em casa, mas venho mudando minha forma de consumo. Hoje, há várias formas de ouvir uma estação de rádio – pelo dial, que usa frequência; pela internet (apps e sites) e pela Alexa, cujo dispositivo também depende de internet para reproduzir uma emissora.

A maioria das pessoas que conheço ouve pelo receptor comum. No entanto, a forma de consumo de rádio já vem mudando. Ao longo dos anos, a indústria influenciou quando deixou de fabricar receptores enormes para apostar em rádios portáteis até chegar na captação pelo celular e reprodução por streaming, facilitando, por exemplo, a audição em trânsito.

E isso só reforça que o Rádio, como meio de comunicação, nunca vai acabar – pelo contrário, ele é capaz de resistir aos novos tempos e de se adaptar atendendo a interesses diversos com novos formatos e meios de acesso; com rapidez, praticidade e até imagem como complemento; porém, mantendo a linguagem de fácil entendimento que lhe é própria.

Conforme matéria do Tudo Rádio, a evolução da Alexa no Brasil pode influenciar o futuro de consumo de ‘rádio conectado’ no país. E eu aposto nessa ampliação da presença do rádio por meio da assistente virtual – até porque, ultimamente, utilizo uma para tocar minhas rádios favoritas, aquelas que eu só conseguiria ouvir com praticidade pelo computador ou celular.

Além da considerável possibilidade de ampliação de presença e da praticidade em ouvir uma rádio por meio da Alexa, o canal selecionado ainda garante a lembrança no consciente coletivo da audiência, considerando as citações frequentes do nome da emissora em cada comando – tipo: “Alexa, tocar Rádio PB FM no TuneIn”, por exemplo. Podcasts, músicas e outros serviços também estão disponíveis pela Alexa.

Como a sintonia é feita a partir de comandos de voz, de tanto a audiência citar suas rádios favoritas para a Alexa, as estações vão, ao mesmo tempo, reforçando sua presença em ambientes como casa e trabalho, por exemplo; mas, sobretudo, na rotina das pessoas. Daí a importância de as rádios investirem em conteúdo relevante.

Reforço o que escrevi para minhas redes sociais: hoje não basta estar no ar no dial, tem que estar no digital. Infelizmente, algumas emissoras têm ignorado o streaming – quando não se importam com a qualidade do áudio e com a estabilidade da transmissão, por exemplo. A internet dá audiência como meio para o consumo.

Quem faz rádio não pode ignorá-la: o rádio contemporâneo é “all-platform”, significa que está no dial, no streaming, redes sociais, no app e com imagens. Portanto, se a sua rádio não tem essa presença digital e ainda não está acessível pela Alexa, ela, simplesmente, não estará presente como deveria na rotina da audiência.

E se a produção regional não está sendo interessante para você, tente informar e cobre dos canais. Se as rádios da sua cidade não estão produzindo e entregando conteúdo relevante, é possível ouvir outras estações por dispositivos como a Alexa. Ouvir rádio é uma prática saudável e ele nunca deixou de ser uma excelente companhia.

Em artigo anterior, eu compartilhei com você algumas das minhas rádios preferidas no momento, todas ‘sintonizadas’/acessadas ultimamente com praticidade e rapidez por meio de uma assistente Echo Dot.

Como tem sido sua experiência em ouvir rádios – você continua ouvindo pelo receptor comum ou já aderiu aos aplicativos e assistentes virtuais?


Ikeda Gomes – Radialista, jornalista, geógrafo e radioamador. Há 22 anos dá voz à Guarabira FM como locutor. Também assina um blog de notícias e opinião, onde escreve sobre Comunicação, Política, Cultura e Vida.

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