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GUARABIRA

Vereador critica cobranças abusivas e desvalorização cultural na Festa da Luz

Renato Meireles questiona aumento de taxas para barraqueiros, dificuldades para mototaxistas e espaço reduzido para artistas locais.
Vereador Renato Meireles — Foto: Reprodução / Redes Sociais
Vereador Renato Meireles — Foto: Reprodução / Redes Sociais

O vereador Renato Meireles (PSB), de Guarabira, fez críticas à organização da Festa da Luz 2026 durante entrevista concedida nesta sexta-feira (23) à uma rádio da cidade. Apesar de afirmar ser admirador do evento e defender que a festa continue grande e valorizada, o parlamentar disse não poder se calar diante de denúncias recebidas de trabalhadores que atuam diretamente na festividade.

Segundo Renato, barraqueiros relataram aumento significativo no valor cobrado para instalação de barracas, passando de cerca de R$ 700 em 2025 para valores que chegam a R$ 1.200 ou R$ 1.700 em 2026. Para o vereador, a cobrança mais alta penaliza pequenos comerciantes que dependem da festa para complementar a renda e movimentar a economia local.

O parlamentar também apontou dificuldades enfrentadas por mototaxistas para obter credenciamento durante o evento. Ele afirmou que regras de vistoria estariam sendo aplicadas de forma rígida, mesmo com prazo legal para adaptação, e informou ter encaminhado ofício à Associação de Condutores de Motocicletas (ACEMO) solicitando esclarecimentos.

Outro ponto levantado foi a situação dos catadores de materiais recicláveis. Renato questionou a instalação de uma balança para pesar o material recolhido durante a festa, afirmando que, se não houver cobrança de percentual sobre o que for arrecadado, não haveria necessidade do controle. Ele disse esperar que não haja nenhum tipo de taxa ou desconto para os catadores.

Renato Meireles afirmou ainda que visitou o Parque do Poeta e reconheceu a qualidade da estrutura montada para a Festa da Luz, destacando que suas críticas não são direcionadas à organização física do evento, mas às condições impostas aos trabalhadores. O vereador também criticou o espaço destinado aos artistas locais, alegando que apresentações de apenas duas músicas, com cachê de R$ 700, desvalorizam a cultura local e tradições como o palco do brega, que neste ano terá menos dias de programação.

Por fim, o vereador reforçou que suas posições fazem parte do papel fiscalizador do mandato e negou ser contra a Festa da Luz. “A festa é do povo de Guarabira”, declarou, afirmando que continuará participando do evento, mas mantendo as cobranças públicas em defesa dos trabalhadores e da cultura local.

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