Os países da União Europeia confirmaram nesta sexta-feira (9) a aprovação do acordo histórico de livre-comércio com o Mercosul, após uma ampla maioria dos Estados-membros manifestar apoio ao tratado que vinha sendo negociado há mais de 25 anos. A decisão marca um avanço significativo nas relações comerciais entre os dois blocos.
A assinatura formal do acordo está prevista para o dia 17 de janeiro. No entanto, para que o tratado entre em vigor de forma definitiva, o texto ainda precisará ser analisado e aprovado pelo Parlamento Europeu. O acordo prevê a ampliação do comércio, a redução de tarifas e o fortalecimento das relações econômicas entre a União Europeia e os países do Mercosul.
Apesar da celebração por parte dos governos, o anúncio provocou reações imediatas. Agricultores europeus realizaram protestos em diferentes países, alegando preocupação com a concorrência de produtos agropecuários sul-americanos, que poderiam impactar a produção local.
A França, uma das principais opositoras ao acordo, voltou a demonstrar resistência e afirmou que poderá adotar medidas unilaterais caso o setor agropecuário francês seja prejudicado. O posicionamento reforça as tensões internas na União Europeia e indica que o debate sobre os impactos do tratado ainda deve se intensificar nos próximos meses.



