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Um “paredão de governadores” para seduzir 21% de órfãos

Enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tenta consolidar a direita bolsonarista com a benção do pai.

O cenário para 2026 desenha-se como um tabuleiro onde o pragmatismo de Gilberto Kassab tenta xeque-mate na polarização. A filiação de Ronaldo Caiado ao PSD não é apenas um reforço; é uma declaração de guerra à hegemonia bolsonarista na direita. Ao unir Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite, o partido cria um “paredão de governadores” para seduzir os 21% de órfãos do radicalismo que a pesquisa Quaest de janeiro identificou.

Enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tenta consolidar a direita bolsonarista com a benção do pai, o PSD joga com a eficiência administrativa. Eduardo Leite defende abertamente que a eleição não deve ser uma “luta do bem contra o mal”, sinalizando ao eleitor moderado.

Com o governador de São Paulo fora do páreo e prometendo palanque para Flávio, o PSD tenta isolar o clã Bolsonaro. O desafio é hercúleo: na pesquisa, Flávio ainda “rouba” 59% dos votos desse eleitor de direita supostamente independente.

O partido descartou prévias e apostará em um colegiado. Caiado já avisou que o escolhido terá o apoio irrestrito dos demais, tentando evitar as rachaduras que costumam implodir a “terceira via”.

Estrategista, Kassab planeja dialogar com Lula para garantir que o embate do PSD seja crítico, porém cordial, mantendo as portas abertas para um eventual segundo turno contra o bolsonarismo raiz.

O PSD quer provar que a direita pode sobreviver sem o sobrenome Bolsonaro, mas os números mostram que o eleitor, por ora, ainda prefere o herdeiro direto ao “resgate da esperança” proposto pelos governadores.

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