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ESCALADA DO CONFLITO

Trump não dá prazo para o fim da guerra, e Irã faz novas ameaças

Presidente iraniano pede condenação internacional a bombardeios; Celso Amorim alerta para risco de escalada e impacto global.
Montagem com captura de vídeos, extraída de imagens geradas por usuários e publicadas nas redes sociais — Foto: VÁRIAS FONTES / AFP
Montagem com captura de vídeos, extraída de imagens geradas por usuários e publicadas nas redes sociais — Foto: VÁRIAS FONTES / AFP

Em sua primeira manifestação pública sobre o conflito, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta segunda-feira (2) a ofensiva americana contra o Irã e classificou os ataques como a “melhor chance de eliminar a ameaça do regime”. Segundo ele, a guerra pode durar “quatro ou cinco semanas ou mais”, sinalizando a possibilidade de uma campanha militar prolongada.

Do lado iraniano, o presidente Ebrahim Raisi pediu a condenação dos Estados Unidos e de Israel pelos bombardeios que, segundo autoridades locais, atingiram uma escola e um hospital. O governo do Irã acusa os dois países de violarem o direito internacional e de ampliarem o sofrimento da população civil.

A Guarda Revolucionária Islâmica também elevou o tom das declarações, afirmando que os inimigos “não estarão seguros nem em casa”, em referência a possíveis retaliações. A ameaça aumenta o temor de que o conflito ultrapasse as fronteiras da região e envolva outros atores internacionais.

Diante da escalada, o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, alertou que o Brasil deve se preparar para o pior cenário, caso haja um alastramento da guerra. Segundo ele, a ampliação do confronto pode provocar impactos econômicos e diplomáticos significativos, exigindo atenção redobrada do governo brasileiro.

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