O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, formalizou nesta quinta-feira (22), a criação do seu “Conselho da Paz” durante o Fórum Econômico Mundial em Davos.
Trump afirmou que o novo conselho poderia eventualmente substituir funções das Nações Unidas, descrevendo a organização como um exemplo de “instituições que falharam repetidamente”. Embora tenha indicado que o conselho pode trabalhar com a ONU, ele ressaltou que a entidade nunca o ajudou a resolver guerras no passado.
Inicialmente concebido para focar na reconstrução da Faixa de Gaza e na manutenção do cessar-fogo entre Israel e o Hamas, o conselho foi expandido para atuar em conflitos globais, incluindo a guerra entre Rússia e Ucrânia.
A carta constitutiva prevê que os Estados-membros sirvam por mandatos de três anos. Para garantir um assento permanente, as nações devem pagar uma taxa de US$ 1 bilhão, fundos que seriam destinados à reconstrução de Gaza.
Cerca de 35 países já aderiram ao conselho, incluindo Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Argentina e Indonésia. Por outro lado, nações como França, Noruega e Suécia recusaram o convite, citando preocupações de que o órgão enfraqueça a ordem internacional baseada na Carta da ONU.



