O episódio que envolve a agressão do ex-prefeito de Sousa, Fábio Tyrone contra a sua ex-namorada Myriam Gadelha, pode impactar em sua expulsão do PSB. O caso ganhou repercussão nacional, nesta segunda-feira (13), após a deputada federal Tábata Amaral, esposa do presidente nacional do PSB, João Campos, se manifestar publicamente cobrando providências contra o político.
“Tô encaminhando o caso pro Conselho de Ética do PSB pra que sejam tomadas as devidas providências. Não podemos ter nenhuma tolerância quando estamos falando de violência contra as mulheres.”, disse Tábata ao comentar uma postagem de Myriam nas redes sociais.
Nos comentários, Myriam destacou que o PSB Mulher já teria solicitado a expulsão do ex-prefeito e aguarda posicionamento da Executiva Nacional. Até o momento, nem o diretório nacional do partido nem João Campos se manifestaram publicamente.

Apesar da controvérsia, Fábio Tyrone foi incluído na nominata do PSB para disputar uma vaga na Câmara Federal. Ele estava inelegível por condenação em caso de violência doméstica, mas conseguiu recentemente, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a redução da pena de um ano e quatro meses para 10 meses e 25 dias, tornando-se novamente apto a concorrer.
Caso seja expulso do PSB, Tyrone ficará impedido de disputar as eleições de 2026, já que o prazo de filiação partidária se encerrou no último dia 4 de abril.
O caso remonta a dezembro de 2018, em João Pessoa, quando Tyrone foi acusado de agredir Myriam Gadelha. Em maio de 2024, ele foi condenado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba a um ano, quatro meses e sete dias de detenção em regime aberto, além de indenização de R$ 15 mil à vítima. À época, a defesa alegou legítima defesa.
Fábio Tyrone comandou a Prefeitura de Sousa por três mandatos consecutivos, permanecendo no cargo até 2024.



