O Ministério da Saúde instituiu a Política Nacional de Informação e Saúde Digital (PNISD), com o objetivo de ampliar o uso da tecnologia no Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer a telessaúde e facilitar o acesso da população aos serviços. A medida foi oficializada pela Portaria GM/MS nº 12.301, publicada no Diário Oficial da União em 28 de outubro.
Entre as principais diretrizes estão a integração do histórico clínico dos pacientes, a adoção prioritária do CPF como identificador nos sistemas de saúde e o reforço da proteção de dados pessoais. A proposta é permitir que as informações acompanhem os cidadãos durante toda a jornada de atendimento, melhorando a comunicação entre unidades e garantindo maior continuidade da assistência.
A política também prevê a expansão da telessaúde, especialmente para facilitar o atendimento em regiões com dificuldades de acesso a profissionais especializados. Atualmente, o SUS conta com 63 Núcleos de Telessaúde distribuídos pelas 27 unidades da Federação, que registraram mais de 12 milhões de atendimentos entre janeiro de 2025 e outubro de 2026.
A iniciativa consolida ações já existentes, como a plataforma Meu SUS Digital, que recebeu mais de 30 novas funcionalidades, e o Componente SUS Digital, do programa Agora Tem Especialistas, utilizado para acompanhar pacientes, organizar filas de espera e aprimorar a gestão dos serviços.
A implementação das novas diretrizes será orientada por um Plano de Ação de Transformação para a Saúde Digital do SUS, que deverá ser pactuado na Comissão Intergestores Tripartite em até 180 dias após a publicação da portaria. A expectativa é ampliar a infraestrutura tecnológica e integrar os serviços de saúde em todo o país.



