- Publicidade -
CONTRA GILMAR MENDES

STF mantém decisão que torna Moro réu por calúnia

Denúncia foi aceita pela mesma turma em junho de 2024.
Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal - STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) como réu em ação penal por calúnia contra o ministro da corte, Gilmar Mendes. A denúncia foi aceita pela mesma turma em junho de 2024 que, agora, julga um recurso de Moro contra a decisão.

A relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, afirmou que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) atende às prescrições formais. Além disso, ela esclarece que o recurso de embargo declaratório visa sanar alguma omissão, contradição, obscuridade ou ambiguidade do pedido e não modificar decisão.

“Sob o pretexto de sanar vícios inexistentes, busca-se a rediscussão do acórdão pelo qual recebida a denúncia contra o embargante”, diz o voto da ministra.

Cármen Lúcia ainda completa: “Inexiste omissão a ser sanada no acórdão embargado, pois, diferente do alegado pelo embargante, o juízo de recebimento da denúncia é de mera delibação, jamais de cognição exauriente. Não se pode, portanto, confundir os requisitos para o recebimento da denúncia com o juízo de procedência da imputação criminal”.

O recurso está sendo julgado em sessão do plenário virtual, de 3 a 10 de outubro. Os ministros Alexandre de Moares e Flávio Dino acompanharam o voto da relatora, formando a maioria para manter Moro réu. Ainda faltam votar os outros dois ministros da turma, Luiz Fux e Cristiano Zanin.

Mas, com o recurso rejeitado, a ação penal contra o parlamentar continua.

- Publicidade -

Veja Também

ELEIÇÕES 2026
Leo Bezerra declara apoio a Nabor Wanderley ao Senado

Prefeito de João Pessoa anuncia apoio a Nabor ao Senado

LEVANTAMENTO
Sede do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, em João Pessoa. — Foto: Assessoria

Paraíba tem duas candidaturas indígenas nas Eleições 2026

POR ‘INCOMPETÊNCIA’
Desembargadora Helena Fialho, relatora do processo — Foto: Reprodução/TRE-PB

TRE-PB envia processos da Operação ‘Xeque-Mate’ para a Justiça Comum