O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (12) a recondução de Paulo Gonet ao comando da Procuradoria-Geral da República (PGR) por mais dois anos. Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o procurador recebeu 45 votos favoráveis e 26 contrários, apenas quatro a mais que o mínimo necessário (41). Essa foi a menor margem de aprovação e o menor número de votos favoráveis a um procurador-geral desde a redemocratização, em 1988.
Antes da votação no plenário, Gonet foi sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que aprovou seu nome por 17 votos a 10. Ele ocupa o cargo de PGR desde dezembro de 2023, também por indicação de Lula, e está no Ministério Público Federal (MPF) desde 1987, tendo atuado em diversas funções, entre elas a de vice-procurador-geral eleitoral.
Nessa função, Gonet assinou o parecer que recomendou a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2023. Já como chefe da PGR, foi o responsável por apresentar denúncias e acompanhar os julgamentos dos acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado de 2022, incluindo o próprio Bolsonaro.
Durante a sabatina, o procurador defendeu sua atuação, afirmando que a PGR “não faz denúncias precipitadas” e “não tem lado político”. Gonet declarou ainda que exerce um trabalho técnico e institucional, destacando que “não está na função em busca de aplausos”.



