A Secretaria da Segurança e da Defesa Social da Paraíba (Sesds) apresentou, nesta quarta-feira (15), ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) o planejamento operacional para garantir a segurança das Eleições 2026. O encontro reuniu representantes das forças de segurança estaduais e da Justiça Eleitoral, que discutiram as estratégias para assegurar a tranquilidade do pleito em todo o estado.
Durante a reunião, o presidente do TRE-PB, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, reafirmou a confiança na atuação integrada das forças de segurança, destacando a parceria com a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal para fortalecer a proteção do processo democrático.
O secretário da Segurança, Jean Nunes, informou que a operação contará com efetivo reforçado, utilização dos Centros Integrados de Comando e Controle de João Pessoa, Campina Grande e Patos, além de três aeronaves da Segurança Pública. Segundo ele, unidades especializadas serão direcionadas para regiões consideradas mais sensíveis, como Bayeux, Itabaiana e Piancó, e um Centro de Comando também será instalado no TRE-PB.
A Polícia Militar anunciou que 563 novos soldados serão incorporados à operação após conclusão do curso de formação, prevista para setembro. Além disso, oficiais irão inspecionar previamente os locais de votação para identificar possíveis necessidades de ajustes.
Já a Polícia Civil ficará responsável pela segurança em pelo menos 217 municípios e contará com mais de 230 novos policiais formados antes das eleições. A corporação também prevê a realização de operações preventivas para combater o crime organizado e preservar a ordem pública.
O Corpo de Bombeiros Militar confirmou a distribuição de tropas em todo o estado e o emprego de aeronaves da corporação, enquanto o Detran-PB informou que intensificará a Operação Lei Seca e as fiscalizações nos meses que antecedem o pleito.
Ao final da reunião, o vice-presidente e corregedor do TRE-PB, desembargador João Benedito da Silva, solicitou às forças de segurança relatórios detalhados sobre o planejamento para os municípios considerados mais sensíveis e informou que a Corte também ouvirá juízes eleitorais para antecipar soluções para eventuais problemas antes do dia da votação.



