A homenagem prestada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela escola de samba Acadêmicos de Niterói, na noite desse domingo (15), gerou forte reação da oposição e ameaça de judicialização no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante o desfile, Lula deixou o camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro e desceu para acompanhar a apresentação de perto, gesto que motivou críticas de adversários políticos.
Nesta segunda-feira (16), o Partido Novo anunciou que ingressará com pedido de inelegibilidade do presidente. Segundo o presidente da sigla, Eduardo Ribeiro, teria havido “propaganda eleitoral antecipada financiada com dinheiro público”. Para o partido, o desfile configurou abuso de poder político e econômico ao promover a imagem do chefe do Executivo em contexto pré-eleitoral.
Na última quinta-feira (12), o TSE já havia rejeitado ações protocoladas contra a escola de samba. No entanto, os ministros indicaram que a decisão não seria definitiva e que eventuais desdobramentos do evento poderiam levar a uma nova análise. A presidente da Corte, Cármen Lúcia, afirmou que a situação poderia criar um ambiente propício para ilícitos, classificando o risco como “muito plausível”.
Parlamentares da oposição também se manifestaram. O senador Flávio Bolsonaro anunciou que protocolará ação no TSE contra o que chamou de “crimes do PT na Sapucaí”. Já o ex-vereador Carlos Bolsonaro compartilhou publicações nas redes sociais classificando o desfile como “deboche” e “tapa na cara” dos brasileiros.



