O PDT anunciou, nesta quarta-feira (12), o rompimento com a base de apoio do governador Lucas Ribeiro (Progressistas), que disputará a reeleição. A decisão ocorreu após o grupo governista escolher a médica Lígia Feliciano (União Brasil) para ocupar a vaga de vice-governadora, preterindo a indicação do PDT, a ex-secretária de Meio Ambiente Rafaela Camaraense.
Em entrevista à Rádio CBN, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, demonstrou insatisfação com a escolha. Segundo ele, o nome de Lígia não havia sido discutido em reuniões anteriores e a decisão representou, na avaliação do dirigente, uma opção do grupo governista por não manter o PDT na aliança.
Com o rompimento, o partido passou a avaliar duas possibilidades: lançar Rafaela Camaraense na disputa pelo Governo da Paraíba ou apoiar outra candidatura. O caminho mais provável é o alinhamento com o ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB).
O presidente do PDT em João Pessoa, João Almeida, confirmou que Carlos Lupi deverá vir à Paraíba na sexta-feira (14) para oficializar presencialmente o apoio a Cícero. Segundo Almeida, a decisão foi tomada após discussões internas e contou com o apoio da maioria dos filiados da legenda.
O dirigente também afirmou que a escolha de Lígia Feliciano foi determinante para o fim da aliança com Lucas Ribeiro. De acordo com ele, embora o partido tivesse aceitado inicialmente permanecer na base governista em razão da articulação partidária, a retirada de Rafaela da disputa pela vice tornou insustentável a permanência do PDT no grupo.



