A direção nacional da Federação PSOL/Rede manteve a decisão da convenção estadual que impediu o lançamento da candidatura de Olímpio Rocha ao Governo da Paraíba nas Eleições 2026. Ao mesmo tempo, acolheu recurso apresentado pelo PSOL e determinou que a federação não poderá apoiar ou integrar a chapa do governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro (PP) na disputa estadual.
As decisões foram anunciadas nesta segunda-feira (3) pela presidente estadual do PSOL, Mônica Vilaça. Segundo a legenda, a candidatura de Olímpio Rocha representaria uma alternativa de esquerda e ampliaria o debate político no estado, mas a instância nacional optou por manter o entendimento da convenção estadual, que rejeitou a candidatura própria ao Governo e ao Senado.
Por outro lado, a direção nacional deu provimento ao recurso do PSOL contra a inclusão, na ata da convenção estadual, de apoio a Lucas Ribeiro e às candidaturas governistas ao Senado. A decisão estabelece que a Federação PSOL/Rede não fará apoio nem coligação com candidaturas majoritárias do PP na Paraíba, por considerar que a composição extrapola o arco de alianças permitido pela federação.
Em nota, o PSOL lamentou a impossibilidade de disputar o Governo do Estado com candidatura própria, mas afirmou que concentrará esforços na campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O partido também reafirmou apoio às candidaturas de João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ao Senado, além de manter os nomes de Edinho Mendes, Sousa Neto, Taty do Paraíba Feminina e Andrea Miranda na disputa por vagas na Câmara dos Deputados.
O advogado Olímpio Rocha lamentou a decisão da direção nacional e afirmou que sua candidatura era a única que defendia o legado do presidente Lula na disputa pelo Governo da Paraíba. Segundo ele, a retirada de sua candidatura interrompe uma pré-campanha construída ao longo de quase seis meses.



