Há silêncios que são cheios de histórias, de dores, de batalhas travadas no dia a dia de quem aprendeu a resistir.
Ser mulher é caminhar por esses silêncios!
Silêncios impostos pela violência que acontece dentro de casa — o lugar que deveria ser abrigo, para muitas mulheres é cenário de medo, de angústia, de insegurança. No Brasil, dados do Fórum de Segurança Pública revelam que em 2025, 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio. E, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) a violência doméstica no Brasil é estrutural com 81% dos casos de violência contra as mulheres, ocorrendo dentro de casa e alta prevalência em mulheres negras com um percentual de 59%, praticada por quem deveria amar, cuidar e proteger.
São números que assustam!
Por trás de cada estatística existe um nome, um rosto, uma história, vidas silenciadas.
Infelizmente essa é a realidade de muitas mulheres!
O mundo tenta silenciá-las com ameaças, humilhações e agressões com um nível de violência cada vez mais crescente. Mas, a mulher resiste, ela se reconstroi e volta mais forte.
Nós, mulheres, não precisamos de palco! Todos os dias nos levantamos com coragem, força e determinação mesmo depois de uma noite de lágrimas. E, entre lágrimas, nasce resistência. Entre quedas floresce recomeços. Cada mulher que rompe o ciclo da violência carrega dentro de si um ato de coragem imenso. Denunciar, pedir ajuda, recomeçar são passos que exigem uma força que o mundo nem sempre reconhece.
No Brasil, a Lei Maria da Penha, Lei 11.340/2006 representa um marco na proteção das mulheres, com mecanismos para combater e prevenir a violência doméstica contra a mulher. Ainda assim, a luta continua nas políticas públicas, nas redes de apoio e, principalmente, na conscientização de toda a sociedade.
A mulher aprende a transformar o medo em resistência.
A transformar feridas em sabedoria. A transformar o silêncio em um grito de liberdade. Porque ser mulher é se levantar a cada tropeço. É chorar e, ainda assim, semear esperança. É sentir medo e, mesmo assim, seguir em frente. Ninguém jamais conseguirá apagar a coragem que vive dentro dela.
E, quando as forças parecem faltar, há uma promessa que sustenta:
“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia”. (Salmos 46:1)
Que essa verdade abrace cada mulher que sofre, que luta e que mesmo em meio à dor encontre em Deus a força para recomeçar.
E, mesmo quando o mundo tenta silenciar a sua voz, ela reescreva a sua história, transformando as suas dores em resistência porque dentro de cada mulher existem infinitas oportunidades para recomeçar.
Como escreveu a escritora Clarice Lispector:
“Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam”.
A mulher não é silêncio!
Ela é coragem.
Ela é resistência.
Ela é força.
Ela é luz que renasce todos os dias, que floresce em esperança e ilumina ao seu redor com a força de quem nunca desiste.



