O Ministério Público Federal (MPF) acionou a Justiça para pedir a mudança do nome do 1º Grupamento de Engenharia do Exército Brasileiro, em João Pessoa, que atualmente homenageia o general Aurélio de Lyra Tavares, um dos signatários do Ato Institucional nº 5 (AI-5), marco do período mais repressivo da ditadura militar.
Antes de recorrer à Justiça, o MPF havia recomendado ao Exército a retirada da homenagem, mas o pedido não foi atendido.
Na Paraíba, a discussão já resultou em mudança semelhante. Em 2014, uma escola estadual de João Pessoa que levava o nome do general Emílio Garrastazu Médici, presidente durante um dos períodos mais repressivos do regime militar, passou a se chamar Escola Estadual Presidente João Goulart.
A alteração ocorreu após debates com a comunidade escolar e votação entre seus integrantes, que escolheram o nome de João Goulart, presidente deposto pelo golpe militar de 1964. A mudança aconteceu no ano em que o país relembrou os 50 anos do golpe e contou com o apoio do Comitê Paraibano Memória, Verdade e Justiça.
O caso integra um movimento mais amplo de revisão de homenagens a personagens ligados à ditadura militar. Em diferentes regiões do país, nomes de ruas, escolas, prédios e outros espaços públicos já foram modificados para retirar referências a integrantes ou apoiadores do regime.



