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CHAPA COM VENEZIANO

MPE pede impugnação da candidatura de Janine Lucena; defesa contesta

MPE aponta suposta relação com organização criminosa investigada na Operação Mandare; advogados negam envolvimento.
Janine Lucena integra a chapa de Veneziano Vital do Rêgo, candidato à reeleição para o Senado. — Foto: Divulgação
Janine Lucena integra a chapa de Veneziano Vital do Rêgo, candidato à reeleição para o Senado. — Foto: Divulgação

O Ministério Público Eleitoral (MPE) ingressou neste sábado (15) com uma Ação de Impugnação ao Registro de Candidatura (AIRC) contra Janine Lucena (PSD), ex-secretária de Saúde de João Pessoa e candidata à primeira suplência do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que disputa a reeleição.

A ação, apresentada pelo procurador regional eleitoral Marcos Queiroga, considera elementos de uma denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) no âmbito da Operação Mandare. Segundo o MPE, a investigação aponta uma suposta relação entre Janine e integrantes da organização criminosa conhecida como Nova Okaida, incluindo possível utilização do domínio territorial da facção para fins político-eleitorais.

Na ação, o Ministério Público sustenta que Janine teria atuado como intermediária de demandas junto ao Poder Público, estabelecendo uma possível ligação entre interesses da organização criminosa e a atuação político-eleitoral. O órgão ressalta, porém, que a impugnação eleitoral não representa julgamento antecipado da denúncia criminal.

Defesa

A defesa de Janine classificou a ação como “desprovida de qualquer prova submetida ao contraditório” e afirmou que a candidata não foi denunciada criminalmente nem sofreu qualquer condenação ou juízo de culpa nos processos citados pelo MPE.

Os advogados também negaram qualquer envolvimento de Janine com organizações criminosas e argumentaram que a tentativa de impugnação estaria baseada em presunção de culpa. A defesa afirmou ainda que o precedente utilizado pelo MPE, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), não teria relação com a situação jurídica da candidata.

Por fim, os advogados declararam confiança na Justiça Eleitoral e no deferimento do registro da candidatura, destacando que as alegações apresentadas pelo Ministério Público não foram confirmadas por decisão judicial.

Análise

Agora, caberá ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) analisar os argumentos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral e pela defesa de Janine Lucena antes de decidir sobre o registro da candidatura.

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