Mamanguape está entre os 41 municípios paraibanos que enfrentam racionamento de água devido à situação crítica dos mananciais que abastecem o estado. Ao todo, 45 açudes operam em nível considerado preocupante, segundo levantamento da Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa), responsável pelo abastecimento da maioria das cidades.
O racionamento é adotado como medida preventiva quando a disponibilidade hídrica não é suficiente para garantir o fornecimento contínuo à população. Nessas situações, a Cagepa passa a distribuir água por horários ou dias específicos, com o objetivo de evitar o esgotamento total dos reservatórios.
Em informação repassada ao Portal MaisPB, a Companhia explicou que realiza um balanço hídrico individual de cada açude, avaliando a capacidade de operação com base no volume armazenado e na vazão retirada. A Cagepa destacou ainda que as ações são planejadas de forma específica para cada região, levando em conta a previsão e o histórico pluviométrico.
O cenário atual reflete o impacto das chuvas abaixo do esperado. Em apenas um ano, a Paraíba registrou um aumento de 60% no número de reservatórios em situação crítica. Em janeiro de 2025, eram 28 açudes nessa condição; atualmente, o número subiu para 45. Apenas dois reservatórios estão sangrando e somente 12 operam em nível considerado normal.
De acordo com o subgerente de Monitoramento Quali-Quantitativo da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), Wellington Barbosa, o quadro está “um pouco acima da normalidade” e é consequência direta do baixo aporte hídrico registrado em algumas regiões ao longo do ano passado.
Além de Mamanguape, o regime de racionamento atinge municípios como Patos, Piancó, Catolé do Rocha, São Bento, Paulista, Água Branca, Caaporã, entre outros, abrangendo diferentes regiões do estado e reforçando a necessidade de uso consciente da água por parte da população.



