O ex-governador da Paraíba e candidato ao Senado, João Azevêdo (PSB), afirmou nesta quinta-feira (3), durante sabatina na TV Cabo Branco, que não hesitará em votar pelo afastamento de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), caso existam fatos que justifiquem a abertura de um processo.
Segundo João, nenhum agente público está acima da lei e, assim como presidentes da República já foram afastados, ministros do STF também podem ser submetidos aos mecanismos previstos na legislação.
“Ninguém está acima da lei. O Brasil por três vezes já promoveu, de formas diferentes, o afastamento de três presidentes da República, o cargo mais alto do país”, declarou.
O socialista, no entanto, ressaltou que um eventual processo precisa estar baseado em fatos concretos. Para ele, caso haja elementos que indiquem a necessidade de investigação, o procedimento deve ser aberto.
“Se existem fatos que sejam determinantes para a abertura de um processo, não tem o que se discutir. Tem que abrir”, afirmou.
A declaração ocorre em meio às discussões nacionais sobre o afastamento de ministros do STF e às suspeitas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e possíveis relações com pessoas ligadas ao escândalo do Banco Master.



