
Há pessoas que ensinam conteúdos. Outras ensinam caminhos. Idalma Florentino, educadora, gestora escolar, pertence ao segundo grupo: aquele mais raro, mais necessário e mais duradouro. Sua atuação na educação nunca se limitou ao quadro-negro ou aos planejamentos pedagógicos, ela foi mais além. Ela se revelava nos gestos, nas palavras cuidadosas e, sobretudo na escuta atenta de quem compreende que educar é um gesto de humanidade. Ensinar, para Idalma, sempre foi um compromisso com a formação integral do ser humano.
Paulo Freire, escreveu:
“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”.
E foi exatamente isso que ela fez ao longo de sua trajetória: criou possibilidades, fortaleceu sonhos e abriu caminhos onde muitos enxergam limites.
Um legado que atravessa gerações
Idalma compreendia que a educação não termina quando o sinal toca. A sua contribuição à educação segue viva na memória, no caráter e nas escolhas de cada aluno que passou na sua vida escolar. Por isso, seu legado atravessa gerações e permanece presente em histórias diversas, unidas por um ponto comum: a marca de uma educadora que ensinou com verdade, ética e sensibilização.
A sabedoria dos grandes mestres
Havia, em Idalma, a serenidade própria dos grandes educadores. Aquela que Rubem Alves descreveu ao afirmar que:
“Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu”.
Ela mostrava a vida com paciência e respeito, permitindo que cada aluno descobrisse seu próprio ritmo, seus talentos e seu lugar no mundo.
Liderança educacional com humanidade
Sua atuação como gestora escolar também foi marcada pelo afeto. Carlos Drummond de Andrade nos lembra:
“Há escolas que são gaiolas e escolas que são asas”.
Idalma escolheu ser asas. Incentivou o pensamento crítico, valorizou o diálogo e fez da escola um espaço de liberdade, aprendizado e crescimento humano.
Minha homenagem pessoal
Esta homenagem nasce da minha experiência pessoal com Idalma. Ela foi minha diretora na Escola Cidadã Integral Técnica Estadual Professor Luiz Gonzaga Burity, à época, Escola Estadual Professor Luiz Gonzaga Burity, em Rio Tinto. Sua liderança me inspirou profundamente. Mesmo no exercício da autoridade, jamais abriu mão da empatia. Sua postura firme e justa nos ensinava que: “educar é formar cidadãos com ética, responsabilidade e sensibilidade.
Rio Tinto se despede de uma mestra
Em 8 de janeiro de 2026, a cidade de Rio Tinto silenciou em respeito e gratidão. A despedida de Idalma Florentino foi sentida como se perdesse alguém da família. Sua história se confunde com a própria história da educação no município. Não foi apenas uma educadora que partiu, mas uma referência ética, humana e formadora de gerações.
Rio Tinto se despediu, mas não a perdeu
Quem educa com amor permanece vivo na memória coletiva, nos corredores das escolas, nas vozes que continuam ensinando, nos caminhos abertos por sua contribuição à educação.
Nesse tributo, em forma de crônica, não falamos apenas de lembranças, mas de presença. Idalma vive nas escolhas de quem aprendeu a acreditar em si, nos educadores que seguem inspirados por seu exemplo e nos alunos que carregam seus ensinamentos para além dos muros da escola.
Ela não foi apenas uma educadora, ela será sempre: “Mestra de Gerações”, porque educar é acima de tudo, um gesto de amor. E tudo que é feito com amor, permanece.
Me despeço da minha diretora com gratidão e reverência. Levo comigo seus ensinamentos, sua postura firme e humana na certeza de que a sua missão foi plenamente cumprida.
Descanse em paz, mestra!
Obrigada, Idalma!



