O Departamento de Estado dos Estados Unidos negou, nesta quinta-feira (13), que o governo norte-americano tenha um plano para impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em resposta ao g1, uma autoridade afirmou que os EUA respeitarão “qualquer governo” escolhido pelos brasileiros nas eleições de outubro.
A declaração contrasta com a avaliação de integrantes do governo Lula, que, segundo o blog do Valdo Cruz, acreditam que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, estaria articulando uma estratégia para dificultar a permanência do presidente brasileiro no cargo.
A suspeita teria sido reforçada após o governo de Donald Trump divulgar um vídeo afirmando que o domínio dos Estados Unidos sobre as Américas “nunca mais será questionado”. O episódio ocorre em um momento de forte desgaste nas relações entre Brasília e Washington.
Entre os fatores que ampliaram a tensão estão sanções contra autoridades brasileiras, sucessivos aumentos de tarifas sobre produtos do país e manifestações de integrantes do governo Trump. A crise também ganhou repercussão após a divulgação de uma montagem de Lula algemado e vendado, em referência à prisão do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Rubio é considerado uma das principais autoridades do governo Trump e tem defendido uma política mais assertiva dos Estados Unidos na América Latina. O secretário também já protagonizou trocas de declarações com Lula.
Nesse cenário, o Brasil se tornou um dos principais focos de tensão entre Washington e governos latino-americanos, especialmente por manter uma administração de esquerda enquanto os Estados Unidos ampliam a pressão por maior alinhamento político e estratégico na região.
Apesar das suspeitas levantadas por integrantes do governo brasileiro, o Departamento de Estado reafirmou que respeitará o resultado das eleições e destacou que os Estados Unidos mantêm relações com governos de diferentes espectros políticos.



