A Espanha voltou ao topo do futebol mundial ao derrotar a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, neste domingo (19), em Nova Jersey, e conquistar seu segundo título da Copa do Mundo, encerrando um jejum de 16 anos desde a histórica conquista de 2010, na África do Sul.
O gol do título foi marcado por Ferran Torres, que saiu do banco de reservas e decidiu a partida, repetindo o protagonismo de Andrés Iniesta na final de 2010. A vitória colocou a Fúria no seleto grupo das seleções bicampeãs mundiais e consolidou uma campanha marcada pelo domínio sobre os atuais campeões.
Com uma das seleções mais jovens da competição, média de 26,2 anos, a Espanha reforçou sua condição de favorita para a Copa de 2030, que terá o país como uma das sedes. Destaque para talentos como Lamine Yamal, de apenas 19 anos, além de Gavi, Pedri e Nico Williams, que devem formar a base da equipe nos próximos anos.
A conquista também garantiu dois feitos históricos aos espanhóis: o país passou a deter simultaneamente os títulos mundiais masculino e feminino e alcançou a maior sequência invicta da história das seleções, com 38 partidas sem derrota, superando o recorde da Itália.
Pelo lado argentino, a derrota adiou o sonho do tetracampeonato e marcou a despedida de Lionel Messi das Copas do Mundo. Aos 39 anos, o camisa 10 encerra sua trajetória no torneio com um título, dois vice-campeonatos e 21 gols marcados, terminando como o segundo maior artilheiro da história da competição, atrás apenas de Kylian Mbappé, que chegou a 22 gols.



