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Entre flores e memórias

Cultuamos as lembranças dos nossos entes queridos que se foram, mesmo quando a ausência parece maior que tudo.

O Dia de Finados não é apenas um dia de tristeza, mas também de lembranças dos entes queridos que se foram.

São recordações daqueles a quem amamos e que já não estão entre nós.

As ruas ficam silenciosas, e os passos que se dirigem aos cemitérios carregam não apenas flores, mas também saudades e lembranças. Entre as lápides, o vento parece sussurrar memórias que o coração guarda com carinho — lembranças dos sorrisos que o tempo levou, guardadas com muito amor. É o reencontro entre a lembrança e a saudade, porque o amor verdadeiro não conhece despedidas.

Cultuamos as lembranças dos nossos entes queridos que se foram, mesmo quando a ausência parece maior que tudo.

“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.” (Mateus 5:4)

Neste dia, o cemitério se transforma em um jardim de saudades.

As flores contrastam com o silêncio das lápides, e o perfume delas se mistura às lágrimas. Há quem diga que o Dia de Finados é um dia de dor. Para mim, é um dia de saudade, de recordações e de lembranças revividas.

Ao recordar aqueles que se foram, precisamos também lembrar o valor da vida — onde cada abraço, cada gesto e cada palavra se tornam eternos na nossa memória.

Assim, entre flores e memórias, seguimos o caminho acreditando que a morte não é o fim, mas uma passagem.

As pessoas que amamos apenas mudaram de morada, e um dia nos reencontraremos.

E entre flores e memórias, caminhemos com o coração cheio de histórias, de gratidão e de saudade — histórias que o tempo não apaga, porque foram escritas na linha do tempo da vida com o que há de mais sublime: o amor. E que a fé nos conforte, lembrando que a morte não vence o amor, nem o amor se perde no tempo.

A vida é um fio que liga o agora à eternidade, e Deus, em sua infinita misericórdia, há de reunir novamente todos aqueles que um dia amamos.

Enquanto isso, seguimos com o coração sereno, crendo que a saudade é apenas a forma mais bonita que o amor encontrou para permanecer vivo dentro de nós.


Fátima Lelis – Antropóloga Social, rotariana e acadêmica da Associação Brasileira Rotária de Letras – Seção Paraíba (ABROL-PB). Conselheira do Conselho da Pessoa Idosa de Mamanguape e apresentadora do programa Direto ao Ponto, na Rádio Correio do Vale 94.1 FM.

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