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Despedida do meu poodle Preto

Quem já teve um cão de estimação sabe o quanto é profundo o vínculo entre o ser humano e o amigo de quatro patas.

A amizade e a lealdade de um cão têm sido celebradas ao longo da história.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os cães serviram como mensageiros e sentinelas, arriscando suas vidas ao lado dos soldados. Entre tantas funções, destacaram-se os cães mensageiros e os cães “médicos” — ou de misericórdia —, responsáveis por encontrar soldados feridos e transportar suprimentos. Tornaram-se símbolos de bravura e amizade. Essa lealdade foi ressaltada por um soldado: “Nada é mais fiel do que o coração de um cão.”

Quem já teve um cão de estimação sabe o quanto é profundo o vínculo entre o ser humano e o amigo de quatro patas. E quem já perdeu esse amigo sabe o vazio que fica após a sua partida.

A minha casa está vazia. O meu Preto, meu poodle de estimação, se foi após 17 anos e nove meses de companheirismo. A casa está silenciosa.

Dizem que os cães são anjos disfarçados — e talvez seja verdade. Eles são nossos guardiões, nossos amigos, nossos companheiros.

O escritor Mário Quintana escreveu: “Os cães nunca nos desapontam; são amigos sem reservas.”

E foi exatamente assim que você foi para mim: um amigo inteiro, sem medidas, sem reservas. Estava sempre ao meu lado quando o mundo parecia pesado demais. Você foi o retrato da lealdade, do amor incondicional, sem hesitação. Foi um amor sincero e silencioso, que não precisava de palavras para se fazer entender.

Guardo suas lembranças como quem guarda pequenos tesouros: as manhãs em que você me acordava, os passeios na praça ao entardecer, as noites em que você simplesmente se deitava e me olhava com aquele olhar doce e carinhoso.

Ah, meu Preto, como sinto a sua falta!

A saudade é grande, mas você permanece nas minhas memórias afetivas, nas lembranças, nas histórias que vivemos juntos.

Você me ensinou que o verdadeiro amor não se acaba — ele se transforma em saudade. E assim seguimos, sempre juntos.

Mahatma Gandhi, em sua sabedoria, nos ensina: “A grandeza de uma nação e o seu progresso moral podem ser julgados pela forma como os seus animais são tratados.”

E assim vou me agarrando às suas lembranças, com a certeza de que valeu a pena amar você. Valeu a pena cuidar de você, pois você também cuidou de mim.

Obrigada, meu Preto!


Fátima Lelis – Antropóloga Social, rotariana e acadêmica da Associação Brasileira Rotária de Letras – Seção Paraíba (ABROL-PB). Conselheira do Conselho da Pessoa Idosa de Mamanguape e apresentadora do programa Direto ao Ponto, na Rádio Correio do Vale 94.1 FM.

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