O deputado estadual Eduardo Brito (PSB), pré-candidato à reeleição na Paraíba, rebateu as críticas da oposição e negou que a Cagepa (Companhia de Água e Esgotos da Paraíba) tenha sido privatizada. Em entrevista à rádio Correio do Vale FM, o parlamentar afirmou que o recente leilão promovido pelo governo estadual se trata de uma Parceria Público-Privada (PPP) voltada exclusivamente para a universalização do saneamento básico.
Segundo Brito, o modelo adotado preserva o controle estatal sobre a companhia. “A Cagepa não foi privatizada coisa nenhuma. Ela continua pertencendo ao governo do estado, sendo responsável pelo abastecimento de água e pelo atendimento ao consumidor. É um patrimônio do povo paraibano”, declarou.
A declaração do deputado mira o discurso de adversários políticos, que têm classificado a operação como uma perda de controle de ativos públicos. O parlamentar argumenta que há uma “distorção” no debate e que o formato de PPP é um mecanismo consolidado na administração pública para atrair capital privado sem alienar o patrimônio estatal.
O contrato em questão prevê investimentos de R$ 3 bilhões ao longo dos próximos 25 anos, com foco na expansão e na eficiência da rede de esgotamento sanitário. O plano de metas abrange 85 municípios paraibanos.
No Vale do Mamanguape, principal base eleitoral de Brito, quatro cidades serão diretamente afetadas pelas obras de infraestrutura: Mamanguape, Cuité de Mamanguape, Itapororoca e Jacaraú. “O investidor privado assume o esgotamento para melhorar e ampliar a rede nas cidades que ainda não têm o serviço, mas não assume o comando do patrimônio público”, defendeu o deputado.



