O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou nesta segunda-feira (30) sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PSD. O comunicado aconteceu durante entrevista coletiva em São Paulo, marcando a segunda tentativa do político ao Palácio do Planalto — a primeira ocorreu em 1989.
A decisão ocorre após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior, que era considerado favorito dentro da sigla, com apoio do presidente do partido, Gilberto Kassab. A saída de Ratinho, motivada por fatores políticos e pessoais, abriu caminho para Caiado assumir protagonismo na disputa interna.
O movimento também encerra uma tensão dentro do partido envolvendo o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que chegou a intensificar sua articulação para viabilizar seu nome como alternativa de centro. Apesar disso, o PSD optou por antecipar a definição antes do prazo legal de desincompatibilização, previsto para 4 de abril.
Com a pré-candidatura, Caiado terá o desafio de consolidar uma candidatura competitiva em meio à polarização nacional, hoje representada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo senador Flávio Bolsonaro. Segundo pesquisas recentes, o governador aparece com índices modestos de intenção de voto.
Aliados apostam na experiência política de Caiado e em sua forte ligação com o agronegócio para ampliar seu eleitorado. No entanto, seu perfil mais alinhado à direita pode dificultar a estratégia do PSD de se posicionar como uma alternativa de centro.
O futuro de Eduardo Leite no partido ainda é incerto, com possibilidade de compor como vice — hipótese já sinalizada como pouco provável pelo próprio governador. Enquanto isso, o PSD busca unificar o discurso e evitar novas divisões até a convenção que definirá oficialmente a candidatura presidencial.



