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DIREITOS HUMANOS

Brasil continua fora do Mapa da Fome, aponta relatório da ONU

País registra queda histórica da insegurança alimentar severa e amplia acesso da população a uma alimentação saudável.
Brasil permanece fora do Mapa da Fome e reduz índices de insegurança alimentar, aponta relatório da FAO. — Foto: Reprodução
Brasil permanece fora do Mapa da Fome e reduz índices de insegurança alimentar, aponta relatório da FAO. — Foto: Reprodução

O Brasil permanece fora do Mapa da Fome, conforme aponta o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2026 (SOFI), divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). De acordo com o levantamento, o país manteve, no triênio 2023-2025, a proporção da população subnutrida abaixo de 2,5%, limite adotado internacionalmente para que uma nação seja considerada fora do Mapa da Fome.

O resultado representa a consolidação do avanço alcançado em 2025, quando o Brasil voltou a deixar o Mapa da Fome pela segunda vez na história — a primeira havia ocorrido em 2013. O relatório também evidencia a melhora em relação ao período de 2020 a 2022, quando 3,5% da população brasileira enfrentava situação de fome.

Além da redução da subnutrição, o estudo mostra que a insegurança alimentar severa caiu para o menor nível da série histórica. Atualmente, 0,6% da população brasileira, o equivalente a cerca de 1,2 milhão de pessoas, vive nessa condição. Já a insegurança alimentar moderada ou grave atingiu 9,6% da população (20,3 milhões de pessoas), índice significativamente inferior aos registrados nos triênios anteriores.

Outro indicador positivo é a redução do número de brasileiros que não conseguem custear uma alimentação saudável. Em 2025, esse percentual caiu para 21,1% da população, cerca de 44,8 milhões de pessoas. Em comparação com 2021, quando o índice chegou a 31,1%, aproximadamente 20,5 milhões de brasileiros passaram a ter condições de manter uma dieta considerada saudável.

Apesar dos avanços, o relatório alerta para desafios que ainda persistem, especialmente relacionados à nutrição infantil e à saúde da população. Entre os principais indicadores estão o baixo índice de aleitamento materno exclusivo, casos de desnutrição infantil, excesso de peso em crianças e adultos e a elevada prevalência de anemia entre mulheres em idade fértil.

No cenário global, a FAO estima que cerca de 645 milhões de pessoas passaram fome em 2025, uma redução de 43 milhões em relação a 2022. Embora a fome tenha diminuído pelo terceiro ano consecutivo no mundo, a recuperação ainda ocorre de forma desigual entre as regiões, com a África concentrando o maior número absoluto de pessoas em situação de fome.

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