O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta quarta-feira (22) que a aprovação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da proposta que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1 representa um avanço para a produtividade das empresas.
Em entrevista ao Portal Correio, o ministro defendeu que o descanso de dois dias por semana é um desejo generalizado da classe trabalhadora e projetou que o tema deve chegar ao plenário da Câmara dos Deputados em 45 dias.
O prazo, segundo Boulos, considera a data em que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva enviou um projeto de lei sobre o tema em regime de urgência, na semana passada. O ministro minimizou a disputa entre formatos jurídicos — se a mudança ocorrerá via PEC (Proposta de Emenda à Constituição) ou PL (Projeto de Lei).
“O importante é que acabe com a escala 6×1”, disse. “A nossa perspectiva é que seja votado na Câmara em 45 dias a partir do dia que o Lula mandou o projeto.”
O ministro também rebateu as críticas de parlamentares da oposição. Congressistas contrários à medida afirmam que a redução da jornada pode causar demissões e desequilíbrio econômico. Para Boulos, no entanto, a mudança não resultará em aumento do desemprego.



