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TRIBUNAL DE NOVA YORK

Ataque à Venezuela: Maduro se declara inocente nos EUA

Presidente venezuelano responde por narcoterrorismo e tráfico de drogas.
Nicolas Maduro chega ao Heliporto do Centro de Manhattan. — Foto: REUTERS/Eduardo Muñoz
Nicolas Maduro chega ao Heliporto do Centro de Manhattan. — Foto: REUTERS/Eduardo Muñoz

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou-se inocente nesta segunda-feira (5) diante da Justiça dos Estados Unidos e afirmou ser um “prisioneiro de guerra” do governo do ex-presidente Donald Trump. Em sua primeira audiência em um tribunal federal de Nova York, Maduro ouviu formalmente as acusações pelas quais responde, entre elas narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de armas e explosivos e conspiração para a posse desses armamentos.

Capturado no sábado (3) em Caracas durante uma operação militar norte-americana, Maduro compareceu ao tribunal algemado nos tornozelos e usando fones de ouvido. A audiência teve caráter protocolar, e o juiz marcou nova sessão para o dia 17 de março, quando ele e a esposa, Cilia Flores, deverão prestar depoimento. Ambos estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Maduro e Cilia serão formalmente acusados de liderar ou participar de uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas, conhecida como “Cartel de los Soles”. A Casa Branca classificou o grupo como organização terrorista, embora pesquisadores contestem essa definição e apontem que a estrutura do cartel funciona como uma rede difusa, sem hierarquia clara.

Especialistas avaliam que, mesmo não sendo o líder direto do esquema, Maduro pode ter sido um dos principais beneficiários de uma “governança criminal híbrida” instalada no país. Imagens divulgadas pela agência Reuters mostraram o presidente venezuelano sendo transferido do presídio ao tribunal em Manhattan.

Com a retirada de Maduro do poder, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a Presidência interina da Venezuela por decisão do Tribunal Supremo de Justiça, com o objetivo de garantir a continuidade administrativa do país. As Forças Armadas venezuelanas reconheceram Rodríguez como presidente interina por um período de 90 dias.

Nos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que o país está “no comando” da Venezuela após a captura de Maduro e disse que mantém diálogo com a nova liderança em Caracas, declaração que elevou a tensão diplomática em torno da crise venezuelana.

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