
Eu sou um agraciado por fazer parte da história de uma rádio desde sua fundação; e de um cinema também, como assessor de imprensa – considerando que acompanhei, de perto, a construção do CineMaxxi Cidade Luz, que marcou a volta da sétima arte a Guarabira após mais de 30 anos sem exibição na telona. Mas, hoje, quero tomar como referência a Guarabira FM, onde passo parte dos meus dias e que há quase 23 anos está no ar fazendo diferença na região.
Embora tenha entrado no ar com uma equipe pequena, a Guarabira FM nasceu grande – tanto pela cobertura, por sua proposta e modelo de rádio para a época; quanto pelas vozes contratadas e pela qualidade dos produtos. A estrutura era modesta, mas não deixava a desejar – o estúdio era clean e aconchegante, com equipamentos de ponta para dar mais autonomia e facilitar a operação e performance dos profissionais.
Como costumo afirmar durante meu expediente: na Guarabira FM a gente faz “rádio popular de alto nível”. E não é de hoje – seguimos alinhados à proposta inicial e essa ideia vem dando certo, avalio: digo isto, sobretudo, em relação ao conteúdo proposto e a entrega. Atualmente, temos uma audiência consolidada, nicho, excelentes profissionais e, com o devido respeito às demais estações, uma estrutura de causar “inveja” à concorrência.
Realmente, não há quem não se surpreenda com o novo estúdio da Guarabira FM. Até esse layout atual, o estúdio passou por duas mudanças. Quando encontro amigos de outras rádios em João Pessoa, por exemplo, eles sempre falam sobre o estúdio e que gostariam de trabalhar num ambiente assim. De fato, quando há uma equipe entrosada, estrutura de trabalho e paixão pelo que se faz, o resultado vem…
Rádio é som, eu sei. É áudio. Como digo em conversas com amigos, o vídeo é complemento no meio. Porém, além de seguir a proposta inicial, a emissora também segue as tendências de mercado com streaming, por exemplo. E nessa nova fase, dispõe de uma estrutura de audiovisual que favorece a equipe, dialoga com a audiência e pode gerar soluções ‘híbridas’ de negócio favorecendo investidores e anunciantes, e garantindo retorno.
Para construir e manter uma estrutura física como a da Guarabira FM, há um custo. Para garantir alcance e audiência também. E isso se reflete, portanto, no valor proposto pelo espaço na grade – não estou falando de preço, falo de valor pela entrega de conteúdo relevante feito pela rádio -sobretudo, na programação local, cujos números somados ao digital mostram um consumo considerável pela audiência.
Sabe o que sai caro para quem quer investir no rádio? Anunciar numa emissora cujos profissionais fazem rádio “de qualquer jeito”, sem proposta e sem propósito; vincular sua marca a conteúdos duvidosos e questionáveis; buscar o ‘menor preço’ sem considerar público, horário, conteúdo e influência; ignorar números; não pensar em estratégias de negócio que vão além das inserções de spots nos intervalos, por exemplo…
No geral, ainda vale a pena anunciar no rádio? não tenha dúvidas! Segundo a Kantar IBOPE, 8 em cada 10 brasileiros ouvem rádio todos os dias. Dados da Nielsen mostram que ele gera 72% de desempenho superior ao Google Search; e ainda lidera a confiança com 81%, frente a TV paga, TV aberta, mídia impressa, podcasts, mídias online e influenciadores digitais, respectivamente, conforme a Ponto Map/V-Tracker.
Dessa forma, ciente de que esse meio é forte, de fácil acesso, presente na vida das pessoas e que fala para todos os públicos, defina sua estratégia, elabore sua campanha, escolha uma emissora e aposte no rádio; comunique e seja um investidor de sucesso. Antes, porém, ouça as rádios da sua região e avalie o conteúdo – certamente pelo menos uma delas deverá atender suas expectativas.
Anunciar no rádio continua sendo um bom negócio, acredite! #Opinião



